sábado, 21 de novembro de 2009

Coldplay - Violet Hill

Quando o futuro é arquitetado
Por um carnaval de idiotas em amostra
Seria melhor você ficar quieto.

Se você me ama,
não vai me deixar saber?


Então, se você me ama
porque você me deixaria ir?

Eu levei meu amor para a colina violeta .
Lá nós nos sentamos na neve.
E todo esse tempo,
ela continuou em silêncio.

Se você me ama,
não vai me deixar saber?


Diga-me que me ama!

Porque é!


É covarde, e isso tudo não passa de uma grande covardia.


Todo esse medo, toda essa luta vã de esconder-se, enquanto procura o que não existe naquilo que imagina já ter encontrado. É uma grande covardia correr em círculos naquilo que já conhece, no que não há saída, tampouco direção.

É algo covarde apostar em perder algo que já o teve, por julgar conhecer a dor, por acreditar que se supera mais fácil perder o que já foi perdido, acreditar que "fazer o certo" agora seja uma maneira de se apagar cicatrizes incuráveis, que se amenizar uma dor, que se apaga o arrependimento.

É mais covarde ainda escolher a dedo um coração fechado, procurar no pior motivos para não sentir a culpa da incapacidade de acreditar no amor, de imaginar que sofre menos quando se fizer acreditar que foi perdido, e não, que o perdeu.

Uma grande covardia é mentir a si mesmo e acreditar que não mereça algo melhor, que não se é capaz de corresponder a algo verdadeiro.

Pensar que não superaria uma nova perda, pensar que todas as pessoas são covardemente iguais, que tudo se resume a um estúpido ciclo doentio, com as mesmas dores.

É a covardia mais estúpida privar um sentimento pensando em sofrimento, mentido a si mesmo, já sofrendo por não conseguir esconder-se dele, encontrando-se sem coragem de encará-lo.

É uma grande hipocrisia condenar-se a ser sozinho de mãos dadas com a covardia, olhando-se no espelho repetindo "olá" a um estranho.


[Dona Geo]



Me odeio por te amar tanto...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ai...


Para proteger um sentimento
tem horas que parece certo
fazer tudo errado.


[Dona Geo]



Para proteger um sentimento

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mais loca que o Batman


Acho que todo mundo já passou por uma situação em que deixou uma outra pessoa constrangida sem querer, no meu caso, eu vivo fazendo isso, e juro, a maior parte é sem querer mesmo. Eu aplico muita ironia no meu dia a dia, aquela coisa de respostas rápidas e muitas vezes, por ser meu jeito mesmo muito solta, simplesmente falo alguma coisa até séria mas de um jeito que vira graça.

Um dos assuntos que constrange muito as pessoas que não me conhecem muito é o fator família, alguns dos meus amigos não sabem que meu pai é falecido, imagine meus conhecidos, enfim, eu não me apresento a uma pessoa e digo, "oi, meu nome é Geovana e eu não tenho pai"e também evito um tanto o assunto, não porque me incomode, quanto ao fato eu já sou muito bem resolvida, e não me abalo quando conto e tudo mais, não me chateia, mas parece que quando você conta a pessoa fica sem graça, como se te chateasse, ou então fica me olhando com cara de piedade, o que é terrível!

O curioso é quando entra em algum assunto que alguém pergunta sobre minha família, do tipo, "o que seus pais fazem da vida?". Quando eu não quero estender a conversa, mas não quero mentir eu falo, "Bom, da vida meu pai não faz mais nada, mas era locutor" depois estendo para falar da minha mãe e tal.

Mas esses dias aconteceu algo meio diferente, eu fui contar uma arte minha, minha e de mais uma prima minha, como nós éramos um pouco atentadas. Falava com um amigo sobre a influência da TV na vida das crianças, principalmente nas mais retardadas, como foi meu caso!

Uma vez, eu e minha prima, resolvemos imitar uma vídeo cassetada (super inteligente!) eram dois "moleques" que estavam vestidos de Batman, um deles dava um "Bat Soco " na barriga de um cara, o outro ia logo em seguida e dava um "Bat Saco"! A cobaia foi o eu pai! Pense! Ele estava dormindo durante a nossa grande ideia, eu fui e dei o "Bat soco" minha prima foi e deu o "Bat Saco" mas ela não foi delicada... Enfim, eu já estava meio longe mas levei a pequena bronca junto!

Quando eu terminei de contar, meu amigo, muito espontâneo, falou "nossa seu pai deve ter morrido de raiva e de dor", então por um impulso idiota eu disse "não, na verdade ele morreu de cirrose, mas não bebia, foi bem estranho o caso dele". Meu amigo ficou sem palavras, ele não sabia que meu pai havia falecido, ficou meio sem graça pelo que eu falei, mas falei de boa, ele percebeu que não havia falado nada errado, mas a situação foi um tanto constrangedora, claro.
Então ele agiu normalmente e voltou a comentar sobre o fato, falou, "nossa, e sua prima não morreu de vergonha depois?"

Ai então eu não aguentei mesmo, e contei:
"Bom, na verdade... ela morreu, mas de acidente... dois anos antes do meu pai."
Não preciso dizer que ele me olhou com aquela de "você não existe".

Juro, foi a maneira mais estranha que eu já contei para alguém sobre os dois fatos.
Tem gente que pode ler isso e achar um horror, tem gente que vai rir, nós rimos muito depois do jeito que a "coisa" aconteceu, meu pai mesmo deixava bem claro que quando ele morresse, eu não deveria ficar chorando, que isso chatearia muito ele, imaginar que quando eu lembrasse dele me trouxesse lágrimas e sofrimento, ele queria ser lembrado de forma alegre, ele tinha um humor um tanto peculiar também, mas tudo isso serviu de lição, para o que eu ainda não sei...

Auto-Ironia!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mas quem falou?


É muito fácil se quando se descobre que alguém falou mal de você ficar com raiva e já pensar em uma maneira de "dar o troco" ou "tirar a história a limpo", criando um sentimento de vingança e indignação estando de cabeça quente.

Difícil é conseguir pensar como é a pessoa que falou, como é a vida dela, quais os valores dela, porque ela disse o que disse, quais as razões dela em se preocupar com algo da vida alheia e quem de fato são os tipos de pessoas que levam a sério o que ela fala.

Na maioria das vezes, quando se pára para pensar num troço desses, dá vontade é de chorar de pena, dá vontade de sentar com a pessoa e conversar.

Dizer a ela que a vida é muito, mas muito mais do que isso.


[Dona Geo]


Quem é VOCÊ pra falar de MIM?

sábado, 14 de novembro de 2009

Quem dera ser...


É difícil encontrar alguém que se ame de verdade,
mas isso acontece.
Difícil mesmo, é acontecer desse alguém
também te amar.

[Dona Geo]


Com tantos peixes no oceano

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Grande História

Nunca subestime o poder de uma grande história!


Para quem se contenta apenas com o fato, e esquece que os motivos são mais importantes do que "parece ser" de fato, e é! Esse vídeo é praticamente uma lição de vida e de sobrevivência!


Daquelas histórias que você pode contar para o namorado de alguém.
Mas tem que ser muito cara de pau messssmo, não?!

Quando eu pensar que minha imaginação que é fértil, vou lembrar desse vídeo! Incrível! haha
(Quando eu lembrar de alguém que é corno e muito tongo, também!)


A minha imaginação me assusta!

Lua -"Obrigado (por ter se mandado)"

Essa música é do Cazuza, e é melhor na versão dele também, mas como eu não gosto de postar vídeos com imagens, achei essa outra versão, até que tá legal. O importante mesmo é a letra, como sempre, partes dela...

(dica do @coisademusico)

Obrigado
Por ter se mandado
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaças

Obrigado
Por eu ter te amado

Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta


Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade

Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada

Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro



Olhar td e dizer: VALEU A PENA

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